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Core i9 10900K ou Ryzen 9 5900X?

O Ryzen 9 5900X foi lançado recentemente como o “processador mais rápido do mundo para jogos”, segundo a AMD. Trazendo a nova arquitetura Zen3, o chip de quarta geração promete destronar o Core i9 10900K da Intel do posto de melhor CPU “gamer” do mercado. Com 12 núcleos, o Ryzen tem dois a mais do que o deca-core da rival, que por sua vez se destaca pelos 5,3 GHz de clock máximo. Ainda assim, a AMD fala em um processador 21% mais rápido com seu novo top de linha.

Em relação aos preços, o Ryzen começa a ser vendido a partir de 5 de novembro a US$ 549 (algo em torno de R$ 3.085), enquanto o Core i9 da Intel já está disponível para comprar no Brasil por a partir de R$ 3.989. Confira a seguir mais detalhes sobre as duas CPUs que prometem algo desempenho em jogos e saiba qual é de fato melhor.

Especificações

O Ryzen 9 5900X é o mais recente entre os dois. O novo top de linha da AMD conta com 12 núcleos de processamento e 24 threads, além de 3,7 GHz de clock base e 4,8 GHz de velocidade em modo turbo. Já o Core i9 10900K da Intel vem equipado com 10 núcleos de processamento, 20 linhas de execução (threads) e velocidades que ficam em 3,7 GHz e em 5,3 GHz com o turbo acionado.

Na memória cache – uma porção de memória rápida, construída dentro do processador – o Ryzen 9 soma 64 MB em nível L3, enquanto o Core i9 tem acesso a 20 MB na mesma camada. Já em relação ao gerenciamento de memória, o chip Intel pode trabalhar com até 128 GB de RAM DDR4 em dois canais a 2.933 MHz de velocidade. O Ryzen, por sua vez, aceita RAM mais rápida de até 3.200 MHz, e também em dois canais.

Em termos de tecnologias, a plataforma da AMD tem como grande vantagem a compatibilidade com PCIe 4.0, tecnologia ainda inexistente nos processadores da Intel de décima geração.

Performance

Até que o novo Ryzen chegue ao mercado, comparativos independentes a respeito da performance dos dois produtos inexistem. O que há são as promessas da AMD que, entre outras coisas, afirma que, depois de 15 anos, finalmente recuperou o posto de “processador gamer mais rápido do mundo” da Intel, superando justamente o Core i9 10900K.

Nas contas da AMD, o Ryzen 9 chega a ser 21% superior se comparado ao Core i9 quando roda jogos. Esses ganhos, entretanto, podem oscilar para menos em outras situações, a depender dos games analisados.

Core i9 traz GPU embutida, o que facilita a vida do usuário na hora de montar um PC do zero — Foto: Divulgação/Intel

Segundo a fabricante, a nova arquitetura Zen3, por trás do Ryzen 9 5900X, chega com uma série de aprimoramentos que podem explicar os resultados. A AMD fala em aumento de 19% de IPC sobre a geração Ryzen anterior – o número de instruções processadas pelo chip a cada clock – o que pode indicar de onde vem a diferença em favor do modelo. Como a Intel chamou o Core i9 10900K de “processador mais rápido do mundo para jogos”, a AMD agora promete “roubar” o título para si.

Em todo caso, é sempre bom lembrar que existem processadores ainda superiores a ambos, como a série Extreme, da Intel, além dos Threadripper, da AMD. Há até mesmo versões das duas marcas voltadas para servidores, como os Epyc e Xeon. Entretanto, esses produtos não são vistos como direcionados ao mercado de doméstico e de massa, inclusive custando bem mais.

Consumo

Assim como testes de performance, indicadores precisos de consumo elétrico dependem de o processador chegar nas mãos de sites especializados e consumidores. O que se sabe a respeito do Ryzen 9 5900X é que ele trabalha com uma TDP máxima de 105 Watts, segundo a AMD.

TDP é um indicador que, medido em Watts, registra a quantidade de energia que o chip dissipa na forma de calor sob uso intenso. É por isso que o valor não indica precisamente o consumo elétrico do processador, e apenas sugere a quantidade de calor que ele libera – o que dá uma ideia do seu poderio.

Do lado da Intel, o valor de TDP é um pouco mais baixo, em 95 Watts, suficiente para indicar que o Core i9 deve esquentar menos durante uso intenso. Já em números de consumo elétrico, aferidos pelo site TechPowerUp, o processador pode chegar a picos de 310 Watts de energia quando submetido a uma carga elevada de trabalho, enquanto faixas entre 40 e 90 Watts se mostram mais comuns no dia a dia.

Fontes: www.techtudo.com.br

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